A famosa "dor de atleta", tecnicamente chamada de dor muscular de início tardio (DMIT), costuma aparecer quando exigimos muito da musculatura em movimentos que alongam o músculo enquanto ele faz força (ações excêntricas), algo rotineiro no futebol.2
Ela é traiçoeira: não surge na hora do apito final, mas sim horas depois, atingindo seu auge entre um e dois dias após o exercício.2
O que ocorre lá dentro é uma desorganização na estrutura das fibras musculares, o que ativa um processo inflamatório necessário para o reparo do tecido.3 Os sinais de que o corpo está trabalhando nessa recuperação incluem rigidez, inchaço e a própria dor.4
Além da DMIT, outra causa frequente de dor e banco de reservas é a contratura muscular. Estudos com jogadores profissionais indicam que a contratura pode representar a maior parte das lesões musculares encontradas, chegando a metade dos casos registrados.1
Ela ocorre quando um grupo de fibras se contrai de forma incorreta e não volta ao estado relaxado. No futebol, essa tensão e as lesões em geral costumam se concentrar nos adutores da coxa e nos flexores do joelho, que são os grupos musculares mais exigidos durante a partida.1